
A campanha irregular do time no Brasileirão, marcada pela chegada de reforços aquém do esperado pela torcida, causa desconfiança na massa rubro-negra . A prova disto é a queda de público nos jogos do Mais Querido. O clássico do último domingo, diante do Vasco, oportunidade em que os cruzmaltinos foram maioria, evidenciou a situação. As estatísticas da CBF apontam o clube da Gávea em 6° lugar, neste campeonato, no quesito público e arrecadação.Vale destacar que em 2007, 2008 e 2009, os flamenguistas lideraram a média de público, chegando a 40 mil pessoas por jogo. Em 2010, o Hexacampeão levou aos estádios menos de 20 mil pessoas por partida.
A situação atípica levou o diretor executivo do Flamengo, Zico, a fazer um apelo aos torcedores. O Galinho declarou que “ a torcida precisa abraçar o time sempre,principalmente,aqueles jogadores que, em dados momentos, ficam cercados de desconfiança...” O dirigente atribuiu o afastamento dos torcedores à saída de alguns craques considerados referências para a equipe. Adriano e Vágner Love são um exemplo . O clube não conseguiu encontrar peças de reposição à altura dos polêmicos integrantes do Império do Amor, apostando em jogadores tecnicamente inferiores. Val Baiano, Borja, Diego Maurício e o meia Vinícius Pacheco , improvisado, tentam, em vão, tornar o ataque do Flamengo eficiente.
O jogo do próximo domingo, contra o vice - líder Corinthians, no Pacaembu, será outro desafio para a equipe rubro-negra. O adversário é favorito e está no encalço do Fluminense, atual líder do Brasileirão. O Flamengo sofrerá pressão, pois a Fiel quer os 3 pontos e anseia vingar a desclassificação da Libertadores 2010, embora o técnico Adilson Batista afirme não existir clima de revanche, pelo menos por parte dos jogadores do time paulista, que vive a expectativa da escalação de Ronaldo no ataque. O fisiologista alvinegro Antônio Carlos Gomes garantiu a recuperação do jogador, mas a presença do camisa 9, que ainda está acima do peso, no clássico não é garantida.
A esperança do torcedor rubro-negro é de que o Flamengo passe por cima do favoritismo corinthiano e equilibre o jogo, atuando de modo competitivo. A equipe já provou ter alma e suplantou as próprias limitações em algumas oportunidades, conseguindo resultados positivos, inclusive em jogos fora de casa, através da força de vontade e do conjunto do time, que não é o ideal, mas evolui aos poucos. É justamente este coletivo, defendido por Zico, que pode levar o Flamengo a um triunfo em São Paulo, resgatando a confiança da torcida e dos jogadores.
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